28 de julho de 2009

Promessas


Promete que vai me amar pra sempre? Promete que nunca vai me trair? Promete que nunca mais vai me magoar? Promete que vai me ligar depois de uma briga? Promete que quando eu te mandar ir embora tu não vai? Promete que vai me tratar como uma princesa? Promete que não vai me dar as costas? Promete que não vai me decepcionar? Promete que vai me amar mais? Promete que vai ser só meu pra sempre? Promete que não vai mais me fazer chorar? Promete que vai sentir saudade de mim a cada segundo? Promete que vai mudar minha vida? Promete me fazer feliz? Promete que vai me fazer confiar em ti de novo? Promete, promete que teu coraçao vai bater só por mim?
E ele prometeu tudo. Dizia que tinha medo de me perder, que ia ser para sempre e que nunca tinha amado ninguém como a mim. E acabou. As promessas perderam toda a validade. Eu sei que foram verdadeiras enquanto foram ditas, mas são palavras que voam e não se pode agarrar. Esqueci de pedir para ele assinar um contrato.
É isso o que me entristece, o fato de promessas não serem palpáveis e eu não poder mostrar que ele prometeu e tem de cumprir. Não valem mais de nada, pois não existe mais amor. Não de ambas as partes. Mas pelo menos alguma coisa eu aprendi com esse fim trágico (para mim) de uma história tão bonita. Aprendi que promessas de amor não têm prazo de validade, muito menos duração de “para sempre” ou “eternamente”, como muitos dizem. Elas só valem o tempo em que existe amor entre os dois indivíduos do relacionamento. Depois, não adianta chorar, espernear, querer, sofrer... Pois as tuas atitudes já não são tão relevantes para a outra pessoa, ela já não vai mais voltar correndo pros teus braços e fazer a tua vontade.

Ainda choro quando tento compreender que não vou mais tocar a tua pele, beijar os teus lábios, sentir o teu cheiro, agarrar os teus cabelos. Sempre me pergunto se tu não sentes nada, nenhum pingo de ciúmes ao imaginar que estás me jogando nos braços de outro, e que é esse outro que vai me beijar, abraçar, tocar, se é que ainda imaginas algo a meu respeito. Minhas entranhas se contorcem ao imaginar, que talvez mais na frente outra pessoa diga que me ama, diga novamente que vai ser para sempre e que comigo vai ser diferente. Então eu vou me perguntar: E pra onde foi aquele outro amor? Será inevitável não lembrar que um dia eu ouvi todas essas promessas de ti, e acreditei com todas as forças que era tudo verdade e que estarias sempre ali, ao meu lado. Lembrarei também que as promessas se desfizeram tão rápido como foram pronunciadas e não conseguirei acreditar que outra pessoa que esteja, talvez, falando a verdade sem saber ou mentindo inconscientemente outra vez.

Cansei de chorar. As lágrimas estão se esvaindo junto com as esperanças de um recomeço. Já entendi que não dá mais. Não há explicação, simplesmente acabou. Sei que ainda não me esqueceste, que ainda sente a minha falta, e isso dói também, pois apesar de tudo, se estamos separados é por que pretendes esquecer. Eu também. Tudo que mais queria era poder guardar todas as lembranças numa caixinha e só tirá-las de lá quando meu coração estivesse sarado e eu pudesse rir de tudo, me sentir uma boba por ter feito uma tempestade em copo d’água e pensar: foi só o primeiro namorado.

Ainda acredito no amor, só pretendo não me iludir mais com as promessas.

P.S.: Um dia você aprende que não importa em quantos pedaços o seu coração foi quebrado, o mundo nunca pára para que você o conserte.

20 de junho de 2009




A poesia é para gente que gosta de errar pelos vales e campos, pelas ruas sujas, pelos becos sem saida, gente que chora a vida que se escoa lenta, longa e em vao, que ama as tristes noites e suas negras asas.
A poesia é a traduçao das estrelas, da brisa na palmeira, do murmúrio das florestas, dos raios de sol entrando pelas frestas da janela, me acordando e acariciando, como se somente aquele carinho fosse suficiente para fazer-me esquecer todo o resto.


[Ana Miranda e Fernanda Mel]

14 de junho de 2009

Acabou.




Dói. Dói tanto que me dá vontade de arrancar as entranhas de dentro do meu ser.
Minhas pernas tremiam quando cheguei lá, meu coração batia forte e rápido com a sensação de ansiedade à tua espera. Imaginando mil coisas.
Só por ti mesmo, eu iria ali novamente, não que o ambiente seja desagradável, mas pelos sentimentos que me traz. Além do mais a vontade de chorar não saia de dentro de mim. Estava quase tudo como eu havia visto pela última vez, só não os rostos. Uns eu não reconhecia, outros faltavam. Estava suada de tanto andar pra comprar um presentinho humilde.
Mas quando ti vi. Parece que tiraram meu chão e ver outra pessoa ao teu lado, foi como um tapa na minha face. Não sei por que não fui embora correndo sem nada dizer. Minha única reação foi correr e ti abraçar, mas senti que meu abraço não foi recebido com o mesmo entusiasmo. Nem sabia onde enfiar minhas mãos para que ninguém percebesse que elas tremiam. A situação era muito constrangedora pra mim. A mais constrangedora de toda a minha vida. Ficar ali sem saber o que dizer. Me arrependi mil vezes de ter ido. Chinguei -me com dez mil palavrões diferentes.
Tornou-se pior quando notei a tua indiferença. Nem um beijo no rosto, nem um outro abraço retribuindo, nem uma mão no ombro, reconfortante como tu sempre fazes.
Depois, na volta pra casa a tua distância me matou. Colocaste a mala entre nós dois? Nem a tua mão na minha eu senti.
Duas lágrimas teimosas escorreram pelo meu rosto. Não eras o mesmo. Não estavas ali comigo. A conversa da qual eu não participava e que tu desenvolvias com tanta naturalidade, me fazia sentir vontade de abrir a porta e pular do carro. Vi meu corpo dez vezes se chocando contra o asfalto e se partindo em mil pedaços, sangue pra todo lado. Morreria e tu nem irias peceber.
Era como se eu não ti conhecesse, era como se tu fosses um estranho que havia pegado a mesma carona. E eu era nada. Um vazio do teu lado esquerdo. Morri por dentro. Não havia nada mais por debaixo da minha pele.
Apressei-me em pegar as chaves, pra não ter que passar mais nem um segundo ali. Quando o carro parou meu estômago virou vento. Acabou. Nunca mais vou vê-lo. Agradeci gentilmente, enquanto eu me movia pra sair tu passaste a mão na minha cabeça. Hã? Idiota. Apressei o passo até a porta. Abri. Fechei. Sentei-me no primeiro batente da escada e chorei. Subi a escada chorando. Entrei em casa chorando, olhei o sofá e continuei chorando. Teu telefone estava desligado. É, não sentiu a minha falta e nem quer falar comigo.
Rolei dez mil vezes na cama na tentativa de arrancar aquela dor do meu peito. Deitei no chão do banheiro e continuei chorando. Olhei as fotos que permanecem no painel e minha garganta fechou. Escrevi e continuou doendo. As pelúcias que me deste, consolaram-me a noite toda. E choveu.

A culpa é toda minha. De mais ninguém.

Acabou.


[Ouvindo Rosas de Saron- Sem você]

Cansei




Chega! Eu definitivamente cansei. De tudo.

Cansei de me preocpar com o que as pessoas pensam ou dizem sobre mim. Cansei de tentar agradar. Cansei de tentar escrever bem. Cansei de querer ser o que esperam. Cansei de tentar me compreender. Cansei de ter que fazer o que é certo. Cansei de me obrigar a ser boa filha, irmã, amiga, aluna. Cansei de esperar. Isso eu definitivamente mesmo, cansei de fazer.

Esperar o final de semana, esperar o próximo semestre, esperar uma oportunidade, esperar a próxima oportunidade. Esperar crescer, ter, poder.

Mesmo estando cansada de querer algo que não conheço, continuo querendo e esperando por isso.

Deu vontade de gritar: Fodam-se. Me deitar no chão e sentir o sol me abraçar.
Fodam-se por que eu nao preciso de tudo isso pra viver.
Afinal, como disse-me uma voz de adulto amadurecido: Cai na real! Tu ja está sozinha há muito tempo.

[É isso mesmo, o título é um link. Cliquem lá"]

12 de junho de 2009




Eu perguntei. Ele não respondeu. Eu quis, ele também. Mas ninguém entendeu o porquê daquela situação. A culpa é minha? Não sei. Talvez. Mas pode ser que a culpa não seja de ninguém, ou seja da circunstância. Eu bem que poderia seguir ao teu lado, mas já vivi isso, não quero viver tudo de novo. Eu tenho meus motivos, mas eles não significam que eu não te ame mais. Eu só não quero adiar um sofrimento, nem destruir o sentimento que ainda existe.


Dia desses me peguei sentindo falta do bico que tu fazes quando está comendo pipoca, do toque das tuas mãos macias nas minhas costas, do cheiro do teu cabelo, de encontrar fios pelo chão da casa e até das caretas, que eu sempre odiei.


Adoro quando tu me mimas como criança, quando tu fazes as minhas vontades. Quanto tu me da bronca com aquele ar de adulto amadurecido. Adoro quando pegas na minha cintura e me segura dizendo que sou tua, quando agarra minha pele e me faz sentir frágil como se o teu cuidado fosse o medo de me partir ao meio com os teus carinhos.


Agora meu coração está partido em mil pedacinhos, com a possibilidade de ti perder definitivamente. Ainda assim te amo, e creio que tudo vai passar e um dia vou lembrar-me de tudo como um dos momentos mais lindos e felizes da minha vida.



Feliz Dia dos Namorados.



6 de junho de 2009





Quero tudo novo

Quero tudo sincero, verdadeiro

Não importa o que seja.

Que venham os fracassos
Que venham as vitórias
Mas que sejam reais
Que sejam minhas

Quero tudo sincero
Para que as lágrimas escorram pelo rosto
Como rio que lava a alma
Que sejam lágrimas constantes
Pra carregarem dentro de si algo
Um sentimento
Seja ele qual for.

Quero sorrisos sinceros
Pra que saiam de dentro como uma explosão

Quero amores verdadeiros

Quero alegrias pequenas

Que façam cócegas no céu da boca.

Não quero nada.

Só quero ficar aqui
Fingir que sou feliz, ou triste.


Quero gente sincera

Quero a ilusão de uma vida bela.

Quero viver tudo que posso
Que devo
Que quero.
Assim espero .


(Isso não é poesia. Isso é coisa alguma.)

3 de junho de 2009

Até quando o dinheiro vai definir o nosso caráter?




“Recentemente, a imprensa divulgou uma proposta de financiar as universidades por meio da Lei de Incentivos Fiscais. Seriam permitidas deduções do Imposto de Renda de entidades que investirem em bolsas de estudo, reformas, pesquisas e outras ações. A proposta seguiria o mesmo princípio da Lei de Rouanet, que já garante isenção de tributos para empresários que destinam seus impostos a atividades culturais e esportivas. Fica difícil decifrar o que está por trás desse projeto.

Aos desavisados, a proposta soará como idéia brilhante que salvaria a pesquisa e o ensino superior do Brasil. Aos conhecedores das motivações escusas da política cultural vigente, fica a dúvida: a trama pode estar envolta em ingenuidade e boa-fé, mas pode também ser fruto de estratégias voltadas à privatização total e definitiva do ensino superior, cada vez mais tratado como mercadoria.”

(Jorge Antunes, “O financiamento das universidades e a tramóia dos privatistas”. Correio Brasiliense, 16/03/09)



São essas e outras trambicagens do nosso governo que fazem com que os brasileiros acreditem cada vez menos no futuro da nação. Certa vez eu me pus a ler a Constituição, um dos muitos livros empoeirados na estante de advogado orgulhoso do meu pai, e confesso que foi uma das coisas mais lindas que já li na minha vida. Se as coisas acontecessem exatamente como estão escritas ali todos seríamos felizes (embora essa idéia de felicidade plena e eterna me incomode), ou pelo menos teríamos uma vida digna, na qual todos teriam as mesmas oportunidades, ou no mínimo semelhantes. Foi aí que me perguntei: Então por que as coisas não acontecem assim? E de imediato me veio a resposta: Porque mais cedo ou mais tarde alguém procura uma forma de se dar bem, a maioria acaba entrando em um ciclo vicioso de mentiras e ladroagem(sem aquele senso comum de que todo político é ladrão).


Quando decidi fazer direito no ensino médio (embora, atualmente eu não faça), sempre me perguntava como seria a minha vida quando eu fosse uma juíza. Pensava em ajudar pessoas da forma que eu pudesse e tentar transformar o meu país através do meu trabalho. Mas cheguei à conclusão de que seria meio difícil me manter limpa e incorruptível no meio da podridão dos acordos por detrás dos panos e das propinas que rolam em cada processo. Imaginei, que talvez um dia, todos aqueles senadores e deputados, também tenham tido um pensamento empolgado e revolucionário como o meu, mas chegando onde estão hoje, viram que as coisas não são bem assim e que a honestidade de um dificilmente contagia os demais. Infelizmente, embora acredito que não seja impossível.


Certa vez, no curso preparatório para concursos que freqüento o professor de Direito Penal citou o infeliz exemplo de um advogado que comeu as provas do caso, dois cheques. Ele simplesmente pegou o processo, virou-se e comeu. Nesse momento senti vergonha do meu país, senti vergonha das pessoas, senti vergonha do meu pai por ele ser advogado e imaginei que talvez ele também minta para pagar as minhas contas.


Desisti de direito por não querer me envolver nesse emaranhado de corrupção, por me sentir decepcionada e ferida com a hipocrisia do curso que antes eu achava tão bonito e tão forte para promover mudanças positivas. Assim como desisti de jornalismo por achar que atualmente a imprensa mais manipula que informa.


Decidi fazer engenharia civil, mas ultimamente tenho me perguntado muito: O que eu vou fazer pra melhorar a vida das pessoas através do meu trabalho? Eu não quero só ganhar dinheiro e fechar meus olhos para o mundo. Afinal, aquilo que citei no primeiro parágrafo, só acontece por que quem está com o poder só pensa em ganhar dinheiro, tem mais ambição do que compaixão pelo mundo que está doente.

Mas até quando o dinheiro vai definir o nosso caráter?

Tenho pensado novamente em fazer direito.


Interpretação da imagem feita por:
Léo PS - diz:
*texto da imagem: a linda e sensual justiça tem esperança em seu vestido, não sabe segurar uma espada tá brincado de pata sega, acredita em signo do zoodiaco (libra) e cavalga em sua bela lesma chamada Gary, já a lesma é uma bela artista e pinta em seu casco com a boca cenas do cotidiano... dããã =P

*num tendi... o que é preu dizer ? =D
. Fernanda Mell . diz:
*o que tu conclui, sem ler esse texto idiota!
*(foi tu que fez o texto?)

o0"


21 de maio de 2009

Só e somente meu.



Só não sei o que fazer. Dá pra me entender? Dá pra entender uma única vez que essa palavra, decidir, não existe no meu dicionário?

Claro que eu não falei nada disso. Na verdade eu nunca tenho coragem de falar porra nenhuma do que eu realmente penso. E ficamos lá, os dois calados, enquanto passava um filme qualquer na televisão. E chovia. Ele estava distante, na verdade ele sempre é distante. Nem me lembro a última vez que ele me deu um abraço sincero sem aquele ar de “sou seu pai e tenho que ti abraçar, ti confortar”.

Ele não tinha noção de como tudo que eu queria era um abraço sincero e ver a pergunta se debater nas paredes. “O que você tem?”. Eu só queria poder chorar no colo dele sem sentir que tudo aquilo era estranho. Eu só queria poder deitar no teu colo e chorar. Ti ouvir dizer que já passou por aquilo e que nem sempre temos respostas prontas. Não queria que tu me dissesses que eu estava errada, só queria que me ensinasse a aprender com os meus erros. Não queria que me tratasse como uma adulta, por que naquela hora, eu não estava afim de me sentir responsável e de me orgulhar por isso. Só queria ser ninguém. Só queria que tu fosse meu. Meu amigo. Mas nem sempre podemos ter o que queremos.

E mais uma vez ele se foi. Abraçou-me forte e distante. Desceu as escadas e disse “Tchau, amanhã passo aqui”. Eles também foram atrás dele, as Responsabilidades e os Compromissos. O Tempo já estava ligando o carro.

Fechei a porta e disse baixinho “Te amo. Estou com saudades daquele que era só meu e somente meu pai.”

Queria voltar a ser criança, pra poder brincar contigo sem restrições. Sem me deixar intimidar pela distância e pela falta de intimidade que hoje existe entre nós, e ti ver de novo como um herói sem defeitos e sem fraquezas.

4 de maio de 2009

A guerreira voltou.

No dia da posse de Roseana Sarney, aqui em São Luís do Maranhão, algumas personalidades ilustres como o deputado Sarney Filho, declararam em entrevistas na televisão que ela estava voltando por que essa é a vontade do povo. No dia seguinte, já havia vários outdoors espalhados pela cidade com frases como: “A guerreira voltou” e “Seja bem-vinda Roseana”. Pena é que, no outro dia, praticamente todos os outdoors estavam com a face da governadora Roseana queimada (já que eram feitos de plástico e não daquele papel barato!) ou pintada com uma tinta preta jogada. Nesse momento que me perguntei: Será que a tão querida Governadora voltou mesmo pela vontade do povo?
Bom, a minha vontade não foi representada nesse momento, afinal ninguém perguntou a minha opinião sobre o assunto. Então me desculpem senhores se estou sendo um tanto grosseira, mas não me senti representada. Na verdade me senti esquecida, pois a minha vontade foi abortada.

3 de maio de 2009

Galochas!


Você nunca se perguntou: O que usar em dia de chuva?

Então, aqui no nordeste chove muito e eu não vejo as pessoas usando roupas apropriadas para a chuva. De manhã, quando levo meu irmão para a escola sempre vou de havaiana e acabo molhando as pernas, os pés então, nem se fala. Vejo muitas pessoas na mesma situação, correndo perigo de pegar alguma doença através da água. Então pensei: Por que aqui não se usa galochas? Seria perfeitamente apropriado!

Encontrei algumas bem bonitas, diferentes e coloridas! Variam entre setenta e cem reais. Escolha a sua e saia por ai ditando moda! Essa de baixo foi a que eu particularmente mais gostei. Já pensou se tivesse um guarda chuva pra combinar?! *.*



28 de abril de 2009

Divirta-se no ensaio de hoje!



Sabe, às vezes eu acho que eu sou uma das poucas pessoas suficientemente loucas no mundo capaz de acordar um dia e sair caminhando, ouvindo música, sentindo o brilho do sol, depois entrar em um ônibus e ficar vendo as coisas passarem pela janela, e somente isso me fazer sentir a criatura mais feliz. Só o fato de viver, só o fato de saber que eu respiro e de me sentir livre pra fazer o que eu quiser. Talvez descer desse ônibus e começar a correr, parar, fechar os olhos e deixar o ar entrar em meus pulmões (embora nunca tenha tido coragem suficiente para fazer isso). Será que ninguém percebe quão lindo é ver o verde da grama refletido pelos raios de sol? Será que ninguém percebe que isso só acontece no período de chuva, e por isso é bom aproveitar agora por que esse verde só ressurgirá no ano que vem? E tudo isso é vida! Ninguém percebe? Será que ninguém vê o quanto ela é preciosa? E como é maravilhoso ter acordado hoje, e ter dormido antes disso?

Todos nós não fazemos outra coisa a não ser tentar nos mantermos vivos, falar de vida e viver de forma que em alguns momentos seja possível sentir uma pitada de felicidade e quando ela acaba, como se fosse uma droga, você não desiste e a busca novamente. Chorar então faz tão parte da vida quanto sorrir. É tão aliviante o secar de uma lágrima, por que assim você sente que já colocou a tristeza pra fora e agora pode erguer a cabeça e correr atrás daquilo que se quer.


E como é bom sentir vontade de dançar, não importando o quê ou como, mas simplesmente dançar e sentir o sangue correr em suas veias, o suor escorrer pela testa, a euforia começar a ti encher a partir do estômago até chegar à pontinha de cada dedo, sentindo a liberdade dos seus movimentos que são únicos como você e o vento tocando cada centímetro da sua pele.


Depois de tudo isso, pode vir a nostalgia, a saudade. Saudade do que você fez e do que você não fez. Vontade de sentir aquele momento de novo, sem mudar absolutamente nada, ou em outro mudar alguma coisa, mas querendo mesmo viver aquilo tudo de novo. Pena que não dá. Pena que até agora só fomos informados dessa vida. Pena que só uma vida é muito pouco pra viver tudo que se quer e tudo que se pode viver. Pois ela é cheia de fases, então você tem que se preocupar em escolher bem o que vai viver e aproveitar bem cada uma delas. Mas de repente quando você pára para ver já passou. Como num piscar de olhos, você já deu o seu primeiro beijo, já chegou em casa às seis da manhã, já matou aula, já caiu do muro, já dormiu fora de casa, já pulou no rio, já fugiu de um encontro, já prendeu o dedo na porta do carro, já ficou sozinho no cinema, já entrou na boate que não permite menores, já aprendeu a dirigir, já deu um tapa na cara de alguém, já se meteu em uma briga, já arranjou um emprego, já foi demitido, já encenou uma peça.


A gente pensa que dá pra tentar tudo de novo amanhã e que dá pra aprender com os erros que cometemos ontem. Mas a verdade é que não dá. Você só vai cometer erros novos hoje, diferentes dos de ontem. Então você descobre que amar é bom, embora ninguém saiba ao certo o que seja isso realmente. E que é preferível quebrar a cara de novo com um novo amor a ficar esperando a vida passar. A verdade, é que a vida é uma peça incessantemente ensaiada, mas que nunca será encenada. Então, pelo menos, divirta-se no ensaio de hoje!

12 de março de 2009

A decadência humana

Alguém me explica, por favor, o que está acontecendo com o mundo? Fiquei atordoada ao ver a notícia no Jornal Hoje de que uma menina de nove anos que havia sido abusada sexualmente pelo padrasto, engravidou e teve que abortar. No dia seguinte repetem a notícia, acrescentando que o arcebispo Dom José Cardoso Sobrinho havia excomungado a equipe médica que realizou o aborto. Então resolvi procurar mais informações na internet sobre o caso, e descobri que o padrasto Jaílson José da Silva não só abusava da menina desde os seis anos como também da sua irmã, uma adolescente de 14 anos portadora de deficiência física.
A menina de nove anos estava grávida de gêmeos há 15 semanas e corria risco de vida se resolvesse prosseguir com a gestação. Fiquei tentando imaginar uma menininha da idade do meu irmão, com 1,33m e 36 kg, grávida de quase quatro meses.

Lamentável ver como cada vez mais o ser humano mostra que apesar de toda evolução, não passa de um bicho.

Então, iniciemos a reflexão! COMO uma mãe não percebe que suas filhas estão sendo abusadas durante três anos pelo próprio marido? Que tipo de ser repugnante é capaz de fazer uma coisa dessas? O que passa na cabeça de uma coisa inominável ao realizar uma atrocidade assim?
Como se não bastasse o episódio em si, o arcebispo de Recife resolve expor as meninas mais ainda excomungando a equipe médica que realizou o aborto, mesmo sabendo que a gravidez era de risco e que a Constituição brasileira permite o aborto em caso de estupro. Mas olhem só que engraçado! O autor do crime não foi excomungado, pois “existem pecados maiores do que esse”. Melhor ainda, o Papa apóia tal atitude. Tudo bem senhor arcebispo, a igreja tem que salvar vidas e condena o aborto, mas será que o senhor não pensou que era necessário salvar a vida da menina? Será que o senhor não pensou que com sua atitude estava expondo a menina e constrangendo-a ainda mais? Parou pra pensar no que seria uma menininha de nove anos cuidando de outras duas criancinhas? Quem iria sustentá-las? A igreja? Não, acho que não pois tem muita gente por ai precisando de ajuda e a igreja faz míseras campanhas e acha que está fazendo muita coisa. Pensou em como essa menina já está traumatizada?

No site que encontrei a reportagem, vi muitos comentários de pessoas que assim como eu ficaram indignados com a situação, mas também vi muitos de gente com a mente fechada que acha que ainda estamos na idade média e que aos meros mortais só resta dizer: Sim, Senhora Igreja.

5 de março de 2009

Pobre barata nojenta.

Pra quê elas servem? Alguém sabe me explicar? Ontem à noite, antes de dormir, encontrei uma barata no meu quarto. Essa com certeza era a mais nojenta que já vi na vida. Gorda e marrom.Um marrom claro com listas escuras que a deixava dez vezes mais nojenta do que as baratas comuns. Eu nunca mato baratas, sempre as espanto pra fora do meu quarto, na esperança de que alguém, algum dia a mate. Bom, essa era muito nojenta, então não tive coragem de deixá-la sobreviver em outro cômodo da casa ou do prédio. Respirei fundo, suguei toda a coragem possível do fundo das minhas entranhas, peguei vagarosamente a minha havaiana e com o nojo se espalhando pelas veias joguei em cima dela e dei um pulo desengonçado e aterrorizado para trás. Ela foi partida ao meio. A cabeça ficou de um lado e do outro se espalhou um líquido nojento, meio preto com umas partes esbranquiçadas. Respirei fundo e fui correndo ao banheiro lavar as mãos e os pés. Antes de entrar novamente no quarto, fiquei do lado de fora, olhando para a pobre barata nojenta, agora morta, e procurei forças para retirar dignamente o cadáver dali. Mas não achei. Deixei lá para que alguém limpasse depois. Corri e me joguei na cama.

No dia seguinte, já havia esquecido o episódio quando olhei para o chão... Cadê o cadáver da barata? Estava lá, só a mancha da gosma espalhada. Então fiquei me perguntando: Será que as outras baratas vieram e apanharam o corpo dela? Será que elas têm algum tipo de ritual para a morte? Ou será que simplesmente as formigas se alimentaram da quitina do exoesqueleto da pobrezinha? Estranho! Espero que pelo menos tenha tido um dia feliz antes da morte. Mas também, ninguém mandou ser nojenta ao ponto de chamar atenção...
Talvez você tenha achado esse post idiota, bobo, sem sentido... Mas foi divertido escrevê-lo, espero que tenha sido no mínimo divertido lê-lo.

Aah, um minuto de silêncio pelo falecimento da barata!
=D

Obs: Não sintam-se constrangidos em visitar a minha casa por favor, as baratas não reinam!

1 de março de 2009

Desarme seu coração

Estou aqui a mais ou menos duas horas esperando que algo de interessante de repente ilumine minha cabeça e peça para ser escrito. Tentei. Juro que tentei não ser egoísta e melodramática(como alguns me chamam) ao ponto de falar sobre os meus sentimentos novamente. Mas acredito que falar sobre o que eu sinto significa falar tambem sobre o que você sente. Afinal, provavelmente sentimos as mesmas coisas, em situações diferentes apenas com uma pequena variação de intensidade.

Aprendi com uma pessoa que se considerava perfeitamente normal, que todos acham que são diferentes, que amam de formas diferentes. Mas na verdade, quando é amor mesmo, todos amam igual e a semelhança está na capacidade desses amantes de fazer o possível por esse amor. Quem diria que tu serias capaz de fazer tudo isso pelo meu pequeno coração. Nada foi em vão, meu bem, pois sejamos sinceros, só aprendemos a dar valor ao que é nosso quando perdemos. E foi isso o que aconteceu, não só comigo mas contigo também. Que bom, aprendemos com os nossos erros e descobrimos que talvez tocar os teus lábios quentes ou simplesmente ouvir a tua voz talvez seja a coisas mais emocionante do meu dia. Que bom, não foi tarde demais pra dizer: ainda te amo!
Que bom. Aquela não foi a última vez que o vi descer as escadas, e dessa vez olhastes para trás. Melhor tivestes a ousadia de voltar para me dar um último beijo, molhado de lágrimas, as minhas e as tuas. Pensei durante um tempo, que nunca mais apanharia teus cabelos espalhados pela casa, que não mais admiraria a pele da tua testa, ou acariciaria as tuas mãos perfeitas até tocarem o meu rosto. Senti saudade até do cheiro do teu hálito e das caretas que tanto me irritavam. E por que tu tens escondido durante todo esse tempo que sentiu o mesmo? Por que fingiu que não admirava enquanto eu dormia no teu colo, quando na verdade me admiravas até acordada e decoravas cada uma das minhas manias e os meus trejeitos. Por que não me disseste a verdade sobre cada palpitar do teu coração?

Sei que essa não é a última vez que iremos chorar ou sofrer, mas se for para ficar feliz como estou agora, derramarei quantas lagrimas forem necessárias.

Então por que as pessoas são assim? Parece que têm medo de ser sinceras com os outros e consigo mesmas, têm medo de demonstrar seus sentimentos. Não me refiro somente a casais, mas também a amigos e familiares. Me refiro a toda humanidade. Por que preferimos ficar calados ao ver algo repulsivo, como o massacre de pessoas inocentes, a abrir a boca reclamar, tentar fazer parar? Por que é tão dificil dizer ao teu pai ou ao teu irmao que o ama? Por que guardar tanto amor dentro de ti se quem é amado não pode senti-lo e aproveita-lo?



Não importa como ama, o que importa é que ame. É verdade, não precisa ter medo.



Desarme seu coração...





25 de janeiro de 2009

Estranha sensação de não ser.

É estranho pensar que nao há nada programado para um futuro próximo e ter que entender que tudo depende de resultados que só sairão daqui a duas ou três semanas. Essa ansiedade me corrói por dentro e mata aos poucos as esperanças de realizar os sonhos que foram planejados por mim a três anos atrás e idealizado por meus pais desde o meu nascimento.

Não aguento mais essa incerteza. Quero meu direito de planejar de volta.


Agora.