21 de maio de 2009

Só e somente meu.



Só não sei o que fazer. Dá pra me entender? Dá pra entender uma única vez que essa palavra, decidir, não existe no meu dicionário?

Claro que eu não falei nada disso. Na verdade eu nunca tenho coragem de falar porra nenhuma do que eu realmente penso. E ficamos lá, os dois calados, enquanto passava um filme qualquer na televisão. E chovia. Ele estava distante, na verdade ele sempre é distante. Nem me lembro a última vez que ele me deu um abraço sincero sem aquele ar de “sou seu pai e tenho que ti abraçar, ti confortar”.

Ele não tinha noção de como tudo que eu queria era um abraço sincero e ver a pergunta se debater nas paredes. “O que você tem?”. Eu só queria poder chorar no colo dele sem sentir que tudo aquilo era estranho. Eu só queria poder deitar no teu colo e chorar. Ti ouvir dizer que já passou por aquilo e que nem sempre temos respostas prontas. Não queria que tu me dissesses que eu estava errada, só queria que me ensinasse a aprender com os meus erros. Não queria que me tratasse como uma adulta, por que naquela hora, eu não estava afim de me sentir responsável e de me orgulhar por isso. Só queria ser ninguém. Só queria que tu fosse meu. Meu amigo. Mas nem sempre podemos ter o que queremos.

E mais uma vez ele se foi. Abraçou-me forte e distante. Desceu as escadas e disse “Tchau, amanhã passo aqui”. Eles também foram atrás dele, as Responsabilidades e os Compromissos. O Tempo já estava ligando o carro.

Fechei a porta e disse baixinho “Te amo. Estou com saudades daquele que era só meu e somente meu pai.”

Queria voltar a ser criança, pra poder brincar contigo sem restrições. Sem me deixar intimidar pela distância e pela falta de intimidade que hoje existe entre nós, e ti ver de novo como um herói sem defeitos e sem fraquezas.

4 de maio de 2009

A guerreira voltou.

No dia da posse de Roseana Sarney, aqui em São Luís do Maranhão, algumas personalidades ilustres como o deputado Sarney Filho, declararam em entrevistas na televisão que ela estava voltando por que essa é a vontade do povo. No dia seguinte, já havia vários outdoors espalhados pela cidade com frases como: “A guerreira voltou” e “Seja bem-vinda Roseana”. Pena é que, no outro dia, praticamente todos os outdoors estavam com a face da governadora Roseana queimada (já que eram feitos de plástico e não daquele papel barato!) ou pintada com uma tinta preta jogada. Nesse momento que me perguntei: Será que a tão querida Governadora voltou mesmo pela vontade do povo?
Bom, a minha vontade não foi representada nesse momento, afinal ninguém perguntou a minha opinião sobre o assunto. Então me desculpem senhores se estou sendo um tanto grosseira, mas não me senti representada. Na verdade me senti esquecida, pois a minha vontade foi abortada.

3 de maio de 2009

Galochas!


Você nunca se perguntou: O que usar em dia de chuva?

Então, aqui no nordeste chove muito e eu não vejo as pessoas usando roupas apropriadas para a chuva. De manhã, quando levo meu irmão para a escola sempre vou de havaiana e acabo molhando as pernas, os pés então, nem se fala. Vejo muitas pessoas na mesma situação, correndo perigo de pegar alguma doença através da água. Então pensei: Por que aqui não se usa galochas? Seria perfeitamente apropriado!

Encontrei algumas bem bonitas, diferentes e coloridas! Variam entre setenta e cem reais. Escolha a sua e saia por ai ditando moda! Essa de baixo foi a que eu particularmente mais gostei. Já pensou se tivesse um guarda chuva pra combinar?! *.*