28 de julho de 2009

Promessas


Promete que vai me amar pra sempre? Promete que nunca vai me trair? Promete que nunca mais vai me magoar? Promete que vai me ligar depois de uma briga? Promete que quando eu te mandar ir embora tu não vai? Promete que vai me tratar como uma princesa? Promete que não vai me dar as costas? Promete que não vai me decepcionar? Promete que vai me amar mais? Promete que vai ser só meu pra sempre? Promete que não vai mais me fazer chorar? Promete que vai sentir saudade de mim a cada segundo? Promete que vai mudar minha vida? Promete me fazer feliz? Promete que vai me fazer confiar em ti de novo? Promete, promete que teu coraçao vai bater só por mim?
E ele prometeu tudo. Dizia que tinha medo de me perder, que ia ser para sempre e que nunca tinha amado ninguém como a mim. E acabou. As promessas perderam toda a validade. Eu sei que foram verdadeiras enquanto foram ditas, mas são palavras que voam e não se pode agarrar. Esqueci de pedir para ele assinar um contrato.
É isso o que me entristece, o fato de promessas não serem palpáveis e eu não poder mostrar que ele prometeu e tem de cumprir. Não valem mais de nada, pois não existe mais amor. Não de ambas as partes. Mas pelo menos alguma coisa eu aprendi com esse fim trágico (para mim) de uma história tão bonita. Aprendi que promessas de amor não têm prazo de validade, muito menos duração de “para sempre” ou “eternamente”, como muitos dizem. Elas só valem o tempo em que existe amor entre os dois indivíduos do relacionamento. Depois, não adianta chorar, espernear, querer, sofrer... Pois as tuas atitudes já não são tão relevantes para a outra pessoa, ela já não vai mais voltar correndo pros teus braços e fazer a tua vontade.

Ainda choro quando tento compreender que não vou mais tocar a tua pele, beijar os teus lábios, sentir o teu cheiro, agarrar os teus cabelos. Sempre me pergunto se tu não sentes nada, nenhum pingo de ciúmes ao imaginar que estás me jogando nos braços de outro, e que é esse outro que vai me beijar, abraçar, tocar, se é que ainda imaginas algo a meu respeito. Minhas entranhas se contorcem ao imaginar, que talvez mais na frente outra pessoa diga que me ama, diga novamente que vai ser para sempre e que comigo vai ser diferente. Então eu vou me perguntar: E pra onde foi aquele outro amor? Será inevitável não lembrar que um dia eu ouvi todas essas promessas de ti, e acreditei com todas as forças que era tudo verdade e que estarias sempre ali, ao meu lado. Lembrarei também que as promessas se desfizeram tão rápido como foram pronunciadas e não conseguirei acreditar que outra pessoa que esteja, talvez, falando a verdade sem saber ou mentindo inconscientemente outra vez.

Cansei de chorar. As lágrimas estão se esvaindo junto com as esperanças de um recomeço. Já entendi que não dá mais. Não há explicação, simplesmente acabou. Sei que ainda não me esqueceste, que ainda sente a minha falta, e isso dói também, pois apesar de tudo, se estamos separados é por que pretendes esquecer. Eu também. Tudo que mais queria era poder guardar todas as lembranças numa caixinha e só tirá-las de lá quando meu coração estivesse sarado e eu pudesse rir de tudo, me sentir uma boba por ter feito uma tempestade em copo d’água e pensar: foi só o primeiro namorado.

Ainda acredito no amor, só pretendo não me iludir mais com as promessas.

P.S.: Um dia você aprende que não importa em quantos pedaços o seu coração foi quebrado, o mundo nunca pára para que você o conserte.